• Interpelação sobre o combate à crise

    «Esta crise transformou muitos liberais em socialistas», afirmou Tiago Barbosa Ribeiro no Plenário da Assembleia da República.

     

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  • Dez notas para pensar o futuro

    Artigo de Tiago Barbosa Ribeiro sobre o mundo após a pandemia. 

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  • Proteger famílias e trabalhadores

    Tiago Barbosa Ribeiro defendeu na Assembleia da República as medidas para proteger os trabalhadores e as famílias.

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  • Entrevista

    Extensa entrevista sobre diferentes temas da actualidade política que pode ser lida, na íntegra, na área de Notícias.

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    Este site pretende ser uma plataforma de transparência e de escrutínio do trabalho parlamentar, mas também de abertura e de proximidade com todos os cidadãos, possibilitando o acompanhamento dinâmico das principais actividades e funções exercidas por Tiago Barbosa Ribeiro na Assembleia da República, incluindo notícias, clipping, vídeos e outros elementos. 

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    PS Porto garante a preservação dos murais de Martins da Costa no café Embaixador
    16 Jan 2023
    O Partido Socialista propôs, hoje, na reunião da Câmara Municipal do Porto, que a autarquia promova todas as diligências necessárias para a salvaguarda dos painéis do café Embaixador, da autoria de Martins da Costa. Como é público, foi recentemente anunciado o encerramento de mais um café histórico na baixa do Porto, o Embaixador, que estava em funcionamento há 65 anos.  O interior do café está decorado com painéis, em cavan, de Martins da Costa (1921-2005), pintor, professor e ceramista, desde sempre ligado à Escola de Belas Artes do Porto, tendo recebido ao longo de toda a sua vida importantes prémios e distinções. «Para além das questões suscitadas pelo fecho de espaços comerciais emblemáticos da cidade e do despedimento de vários trabalhadores, o encerramento deste café e a sua previsível transformação coloca questões de preservação do património», afirma o vereador do PS, Tiago Barbosa Ribeiro. Procurando preservar os painéis de Martins da Costa e atendendo ao fecho e previsível transformação do espaço, Tiago Barbosa Ribeiro, afirma que «a preservação deste património pode incluir a sua compra, de modo que seja disponibilizado num espaço público da cidade». O PS Porto recomenda ainda que esta situação sirva para promover o levantamento deste tipo de património na cidade, nomeadamente outros painéis de Martins da Costa no café Garça Real e o notável mural de Abel Salazar no antigo café Rialto que se encontra atualmente entaipado. A proposta foi aprovada por unanimidade, reunindo, assim, apoio de todas as forças políticas representadas no Executivo Municipal.
    Voto de pesar pelo falecimento de Fernando Gomes
    27 Nov 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pelo falecimento de Fernando Gomes, subscrito por vários deputados do PS, que foi aprovado por unanimidade por todos os partidos.   Voto de pesar pelo falecimento de Fernando Gomes Faleceu no passado dia 26 de Novembro, aos 66 anos, Fernando Gomes, figura maior do futebol português e, em particular, do Futebol Clube do Porto, o seu clube do coração, sobre o qual afirmou: «O meu sonho era jogar no FC Porto. Tudo o resto veio por acréscimo». Fernando Gomes foi um dos maiores futebolistas da história do futebol português, tendo uma carreira recheada de êxitos e recordes ao serviço dos clubes que representou, bem como da selecção portuguesa. Natural da cidade do Porto, Fernando Gomes nasceu a 22 de Novembro de 1956, tendo representado os Futebol Clube do Porto durante 13 épocas, como jogador e em dois períodos distintos, e duas temporadas no Sporting Clube de Portugal. Esteve ainda duas temporadas em Espanha, no Real Sporting de Gijón, que em 1980 bateu o recorde de transferências para garantir o avançado. Era actualmente dirigente do Futebol Clube do Porto, tendo assumido ao longo dos últimos anos responsabilidades ao nível do scouting e da formação. Fernando Gomes foi um dos mais bem-sucedidos futebolistas portugueses, sendo reconhecido por todos. Fernando Gomes foi o melhor marcador da história do Futebol Clube do Porto, oficialmente com 355 golos, tendo sido por seis vezes o melhor marcador do campeonato português. Conquistou, entre outros, cinco títulos de campeão nacional. Foi por duas vezes o melhor marcador da Europa, recebendo a Bota de Ouro em 1983 e 1985, assumindo desde então a carinhosa alcunha de «bibota». Ao serviço do Futebol Clube do Porto, conquistou ainda a Taça dos Campeões Europeus e a Taça Intercontinental em 1987. Em 1988, conquistou a Supertaça Europeia. Ao serviço do Sporting Clube de Portugal, durante duas épocas, Fernando Gomes apontou 38 golos. Fernando Gomes representou a Selecção Nacional por 47 vezes, marcando 13 golos, estando presente no regresso de Portugal aos grandes palcos internacionais no Europeu de 1984 em França e no Mundial de 1986 no México. O seu notável contributo para a afirmação do futebol português perdurará na história. Reunida em sessão plenária em 2 de Dezembro de 2022, a Assembleia da República manifesta o seu profundo pesar pela morte de Fernando Gomes, apresentando as mais sentidas condolências aos seus familiares, amigos e ao Futebol Clube do Porto.
    PS Porto abstém-se no Orçamento Municipal do Porto para 2023
    21 Nov 2022
    O PS Porto absteve-se no orçamento municipal para 2023, atendendo ao diálogo estabelecido ao longo dos últimos meses com o Presidente da Câmara Municipal do Porto e com o Vereador responsável pelo Pelouro das Finanças na preparação do orçamento. Não sendo o orçamento que o PS apresentaria, com limitações que identificámos, este é um orçamento que engloba várias prioridades que apresentámos e que correspondem a melhorias na vida dos portuenses. Entre elas, destacamos:    - O aumento de 44% no investimento para habitação; - Um plano especial para pagamento de dívidas às Águas do Porto; - A garantia da não existência de trabalhadores precários no município; - A preservação de uma política fiscal favorável aos portuenses; - O congelamento das rendas apoiadas em 2023; - A suspensão do alojamento local em áreas críticas da cidade; - A intervenção nas ilhas, dotando-as de salubridade e condições de dignidade; - A garantia de apoios para as IPSS; - O reforço da intervenção junto de pessoas em situação de sem-abrigo; - A gratuitidade dos transportes até 18 anos; - A intervenção no ramal da Alfândega; - A continuidade da aposta em planos de arborização; - A abertura para revisitar o mapa das freguesias em 2023; - A garantia de uma solução para o Clube Desportivo de Portugal e o reforço dos apoios ao associativismo.   Estas são algumas das medidas, entre outras, que integram prioridades que apresentámos no diálogo em torno da preparação do orçamento e que justificam a abstenção e a viabilização por parte do PS. A tudo isto acresce a garantia de que o executivo estará aberto ao diálogo com o PS no âmbito da revisão orçamental no primeiro trimestre, na ordem de pelo menos 70 milhões de euros, procurando incorporar mais medidas que consideramos prioritárias. Continuaremos a trabalhar sempre em prol do Porto e dos portuenses.
    IMI: mais liberdade para os munícipios
    11 Nov 2022
    Após ter apresentado um projecto de resolução sobre esta matéria, Tiago Barbosa Ribeiro submeteu uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2023 para dar mais liberdade aos municípios na atribuição das isenções de IMI.  Os prédios classificados como monumentos nacionais e os prédios individualmente classificados como de interesse público ou de interesse municipal, nos termos da legislação aplicável, estão actualmente isentos de IMI. Ora, sendo o IMI receita própria dos municípios, propõe-se que devam ser precisamente os municípios a fazer esta avaliação, quando a classificação é uma competência das autarquias ou quando os prédios individualmente considerados integram conjuntos ou sítios classificados como monumentos nacionais, em função daquela que é a realidade do território. Com esta proposta de alteração, passa a exigir-se a existência de um procedimento municipal de reconhecimento do direito à isenção, cujo resultado de deferimento deverá ser comunicado à Autoridade Tributária e Aduaneira para efeitos matriciais e de liquidação deste imposto. Ou seja, passa a ser uma competência dos municípios isentar (ou não) de IMI, deixando de estar sujeitos a imposição sobre esta matéria, reforçando assim a autonomia do poder local e a descentralização de competências face ao Estado Central. 
    Vídeo: debate do OE para 2023
    26 Out 2022
    Intervenção de Tiago Barbosa Ribeiro no debate da generalidade do Orçamento do Estado para 2023, dirigindo uma questão ao Primeiro-Ministro António Costa.      
    PS apresenta propostas de alteração à Agenda do Trabalho Digno
    21 Out 2022
    O Grupo Parlamentar do Partido Socialista deu entrada na Assembleia da República de um conjunto de alterações à proposta de lei do Governo sobre a Agenda do Trabalho Digno, designadamente quanto à corresponsabilização das plataformas digitais e operadores intermédios, assim como à estipulação do período de luto gestacional e ao alargamento do período de luto por falecimento de filho ou enteado, entre outras propostas.  No que respeita às plataformas digitais, no quadro do artigo referente à Presunção de Contrato de Trabalho no âmbito de plataforma digital, esclarece-se que o contrato de trabalho pode ser com a plataforma ou operador intermédio e que esta não pode estabelecer termos e condições de acesso à prestação de atividade mais desfavoráveis ou de natureza discriminatória para prestadores que estabeleçam relação direta com a plataforma, comparativamente com as condições definidas para operadores intermédios.  A proposta do PS estabelece ainda que a plataforma digital e o operador intermédio, bem como os respetivos gerentes, administradores ou diretores, sociedades que com a plataforma digital ou o operador intermédio se encontrem em relação de participações recíprocas, de domínio ou de grupo, são solidariamente responsáveis pelos créditos do trabalhador emergentes de contrato de trabalho, ou da sua violação ou cessação.  O Grupo Parlamentar do PS pretende também que a legislação passe a prever situações de luto gestacional, admitindo falta até três dias consecutivos.  No que concerne ao falecimento de cônjuge, clarifica-se que o direito a até 20 dias de faltas justificadas se aplica a falecimento de filho ou enteado, aumentando ainda o número de faltas justificadas por morte de cônjuge não separado de pessoas e bens, que pode também ir até 20 dias, sendo, atualmente, até 5 dias.  No âmbito do acordo de rendimentos celebrado entre o Governo, confederações patronais e UGT, o PS propõe que a compensação por despedimento passe a corresponder a 14 dias de retribuição base e diuturnidades por cada ano completo de antiguidade (acima dos atuais 12 dias).  Ainda na sequência do acordo de rendimentos, no que respeita às horas extra (artigo 268º), estabelece-se que o trabalho suplementar superior a 100 horas anuais passa a ser pago com acréscimo de 50% pela primeira hora ou fração e 75 % por hora ou fração subsequente, em dia útil. Passa também a ser pago a 100 % por cada hora ou fração, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, ou em feriado.  Quanto à compensação por caducidade de contrato a prazo, além de estar previsto o aumento da compensação por caducidade de contrato a termo certo – de 18 para 24 dias de retribuição base e diuturnidades por ano de antiguidade – repõe-se, quanto ao resto da alteração prevista, a redação já em vigor no Código do Trabalho.  No quadro de contrato com estudante em período de férias ou interrupção letiva, a Proposta de Lei n.º 15/XV indica genericamente que o contrato com estudante não está sujeito a forma escrita, mesmo quando estão em causa modalidades de contrato para os quais a lei exige esta forma. A proposta apresentada pelo PS vem agora estabelecer que esta possibilidade passa a incidir sobre contratos celebrados com estudante vigente em período de férias escolares ou interrupção letiva.  No que respeita ao trabalhador cuidador, a lei passa a determinar que este não é obrigado a prestar trabalho suplementar enquanto se verificar a necessidade de assistência.  Relativamente à violência doméstica, a proposta do PS estabelece que o trabalhador a quem tenha sido reconhecido o estatuto de vítima fica dispensado do cumprimento do aviso prévio previsto em caso de denúncia de contrato.  
    Diploma do PS quer proteger lojas históricas da voragem imobiliária
    20 Out 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro defendeu hoje, no Parlamento, que o diploma do Partido Socialista que assegura a manutenção da proteção das lojas com história é “equilibrado” e vai ajudar a preservar “os estabelecimentos históricos da voragem imobiliária”. “O comércio local e tradicional desempenha um papel fundamental e estruturante na vida das cidades”, começou por salientar o socialista durante a apresentação do projeto do PS. Tiago Barbosa Ribeiro assegurou que “as políticas públicas dirigidas ao apoio a estas atividades económicas, dinamizadoras dos centros urbanos, criadoras de emprego e fontes de atração de investimento e visitantes, são fundamentais para valorizar os recursos endógenos que enriquecem a malha urbana e, de uma forma geral, a vida das cidades”. Por isso, “o Partido Socialista tem vindo a concretizar políticas que corrijam estas falhas”, vincou. “Logo em 2016 apresentámos e fizemos aprovar um projeto de lei nesta Assembleia da República para definir um regime de classificação e de proteção de estabelecimentos e entidades de interesse histórico e cultural, atribuindo às câmaras municipais a competência de classificar um estabelecimento comercial ou de uma entidade sem fins lucrativos como de interesse histórico e cultural local, em função de critérios definidos em regulamento municipal, relacionados com a sua atividade, património material e imaterial e património cultural e histórico”, recordou o parlamentar, revelando que, “graças a esta lei, a cidade do Porto já classificou mais de 100 estabelecimentos e a cidade de Lisboa já classificou mais de 160”. “Agora precisamos de dar continuidade a este trabalho”, asseverou Tiago Barbosa Ribeiro, que esclareceu que “a lei de 2017 determinou que os estabelecimentos reconhecidos como entidades de interesse histórico e cultural ou social local não podem ser submetidos ao Novo Regime de Arrendamento Urbano por um prazo de cinco anos a contar da entrada em vigor dessa lei, salvo acordo entre as partes”. O deputado do PS apontou que o Orçamento do Estado para 2022 “prorrogou o referido prazo por aproximadamente mais cinco anos, até 31 de dezembro de 2027, e, nos casos em que os contratos de arrendamento transitaram para o Novo Regime de Arrendamento Urbano, a lei estabelecia idêntico prazo de cinco anos que, contudo, não foi objeto de prorrogação na referida norma do Orçamento do Estado para este ano”. Assim, o projeto do PS visa “acautelar a mesma escala de proteção, alargando também nestes casos o prazo até 31 de dezembro de 2027, atendendo não só à importância da preservação dos estabelecimentos históricos, mas também aos constrangimentos inesperados com que estes estabelecimentos se têm vindo a deparar nos últimos dois anos”, explicou. Com a aprovação do diploma, “os senhorios não podem opor-se à renovação do novo contrato celebrado à luz do Novo Regime de Arrendamento Urbano até 31 de dezembro de 2027 em relação aos imóveis cujos arrendamentos tenham transitado para o novo regime nos termos da lei então aplicável”, sublinhou o socialista. Considerando “uma posição equilibrada que salvaguarda de forma justa os interesses entre as partes”, Tiago Barbosa Ribeiro garantiu que responde “a um sentimento coletivo que é bem expresso pelo apoio que esta política tem tido da esquerda à direita, em autarquias de diferentes cores políticas, nos agentes económicos e nos representantes associativos dos comerciantes”. No final da sua intervenção, o deputado do Partido Socialista disse esperar consenso das restantes bancadas na votação do projeto.   Intervenção inicial    Resposta aos partidos  
    Tiago Barbosa Ribeiro à TSF sobre um ano de mandato na Câmara do Porto
    20 Out 2022
    Excerto de declarações de Tiago Barbosa Ribeiro à TSF sobre um ano de mandato na Câmara Municipal do Porto, que podem ser ouvidas neste link.  Aqui pode também ser lida uma notícia sobre o mesmo tema.
    PS Porto apresenta propostas para o Orçamento Municipal
    13 Out 2022
    O PS Porto apresenta um conjunto de medidas para o orçamento municipal para 2023 que respondem às necessidades dos portuenses. Apresentámos estas medidas ao Vereador com o Pelouro responsável pelas Finanças, Ricardo Valente, encetando um diálogo que esperamos produtivo para a cidade. As propostas do PS abrangem áreas como a habitação, a economia, a coesão social e a mobilidade, entre outras, incluindo também um pacote municipal anti-inflação que consideramos prioritário para as famílias e empresas do Porto. Da resposta do executivo a estas propostas dependerá o voto do PS Porto em relação ao orçamento municipal para 2023.   Propostas do PS Porto para o Orçamento Municipal de 2023   Ambiente e Qualidade de Vida Lançar um plano de arborização para reforçar a plantação de árvores em espaços públicos e privados da cidade. Lançar um concurso público internacional para a reabilitação da área situada entre a Ponte Luís I e o Freixo, incluindo escarpa, ramal da Alfândega e marginal ribeirinha, com conversão de ruínas em espaços de lazer e de vocação cultural, integração do CACE e da antiga termoelétrica do Freixo, criando um corredor contínuo entre a Alfândega e a Igreja de Campanhã e dotando o Porto do seu primeiro «parque linear», como estímulo para a reativação de toda a zona oriental da cidade.   Associativismo e Desporto Reforçar o orçamento do Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo. Construir as infraestruturas que permitam a viabilização desportiva e financeira do Clube Desportivo de Portugal, cumprindo as expectativas existentes.   Coesão Social Desenvolver uma rede municipal de creches, em articulação com a Segurança Social, as IPSS e as Juntas de Freguesia. Reforçar a intervenção junto das pessoas em situação de sem-abrigo, com alargamento da dotação orçamental em 500.000€, nomeadamente: a) desenvolvimento do programa housing firstgarantindo, por envolvimento direto da Câmara ou de outros parceiros, como é o caso da Santa Casa da Misericórdia do Porto; b) criação de mais lugares em residências partilhadas com supervisão e enquadramento social adequados; c) alargamento da capacidade do Centro de Acolhimento no antigo Hospital Joaquim Urbano. Desenvolver um programa-piloto de apoio aos cuidadores informais, englobando formação, bolsa para pagamento de serviços e criação de estrutura de apoio e enquadramento.   Combate ao aumento do custo de vida de famílias e empresas Concretizar um plano municipal de combate à inflação para, em complemento às medidas já apresentadas pelo Estado Central, apoiar as famílias e as empresas do Porto perante o aumento dos preços e a espiral dos juros. A avaliação das medidas deve ser feita regularmente e envolver nomeadamente: Congelamento dos aumentos dos preços das rendas municipais, tanto residenciais como comerciais; Suspensão, no primeiro trimestre de 2023, dos cortes de água por parte da empresa municipal Águas do Porto; Suspensão do pagamento de todas as licenças de utilização de via pública, como esplanadas, toldos, banca, quiosques, etc., durante o primeiro semestre de 2023; Isenção das taxas das feiras e mercados durante o primeiro semestre de 2023; Isenção das taxas de secretaria para comércio e serviços durante o primeiro semestre de 2023; Criação de uma linha de apoio financeiro de emergência às IPSS que têm respostas sociais dirigidas a sectores mais vulneráveis da população – pessoas idosas, crianças, jovens em risco, cidadãos portadores de deficiência – indexada ao número de profissionais da instituição, que permita a sua sobrevivência e o reforço das estruturas de apoio; Criar o programa «Nova Vida Para o Comércio», com vales de apoio financeiro concedidos a todos os estabelecimentos comerciais e de restauração do comércio tradicional do Porto. Alargar a gratuitidade dos transportes públicos do Porto para jovens residentes e estudantes na cidade até aos 23 anos. Implementação da gratuitidade dos transportes do público do Porto para residentes com idade igual ou superior a 65 anos.   Cultura Adquirir o Cinema Vale Formoso, criando um novo equipamento cultural na cidade. Criar uma Casa da Literatura, num edifício de valor histórico, como lugar de encontro de escritores e leitores, de exposições e seminários, colmatando o vazio deixado pelo desaparecimento da Fundação Eugénio de Andrade, do Museu Nacional da Literatura e do Clube Literário do Porto.   Direitos laborais Abrir um programa extraordinário de regularização dos vínculos precários na Câmara Municipal do Porto e nas suas empresas municipais, a ser concluído até ao final de 2023.   Economia Concretização das medidas de apoio ao comércio e às empresas previstas no ponto relativo ao plano municipal de combate à inflação. Dinamizar um programa especial de microcrédito municipal destinado a apoiar as pequenas empresas da cidade. Criar uma Unidade de Missão coordenada pelo município para trabalhar num Plano de Recuperação e Resiliência local, com o levantamento das necessidades de investimento do Porto e a preparação de candidaturas aos fundos do PRR e do Portugal 2030. Avançar com um plano de reabilitação dos mercados municipais que se encontram em elevado estado de degradação, começando pelo mercado de S. Sebastião na Sé Criação do CoopHub/HubCoop/InCoop, centro de apoio à promoção da economia cooperativa.  A sua ação deverá abranger dois eixos: apoio à formação de cooperativas, através de apoio jurídico, económico-financeiro e oferta formativa, dirigido a quem pretenda criar novas cooperativas ou para aqueles que queiram aproximar-se da economia social.   Fiscalidade  Reduzir o IMI para os residentes no Porto. Agravar, progressivamente, a taxa de IMI para os prédios devolutos e em especial para os prédios que se encontrem em ruína, considerando os seus efeitos negativos na paisagem urbana e o efeito nos preços, pela ausência da oferta, e, simultaneamente, encetar contactos com vista à potencial aquisição destes imóveis a custos aceitáveis para integração nos programas de arrendamento acessível de iniciativa municipal.   Governação local Encetar um pacote de descentralização de competências da Câmara para as Juntas de Freguesia da cidade, abrangendo áreas como a limpeza urbana, a habitação, a segurança e os direitos sociais, com a respetiva dotação orçamental. Avançar com um novo mapa administrativo para as freguesias do Porto até ao final de 2023.   Habitação  Concretizar um projeto de arrendamento acessível para a classe média nos terrenos do Bairro do Leal, no centro do Porto, até ao final de 2023. Avançar com um programa de dinamização das Cooperativas de Habitação, com longa tradição no Porto, assumindo o município uma posição de garantia partilhada sobre o financiamento dos projetos. Lançar um programa de reabilitação das «ilhas» do Porto, independentemente da sua propriedade, aproveitando as subvenções a fundo perdido previstas no PRR, designadamente no programa 1.º Direito, com soluções que levem em conta a heterogeneidade destes núcleos residenciais, com a tónica na manutenção dos residentes em condições de conforto e dignidade, bem como nas necessidades habitacionais de casais jovens e estudantes, entre outros grupos. Criar um programa transitório de apoio ao arrendamento, «Porto com Gente», financiado pela taxa turística, com apoios mensais entre os 250€ e os 350€, para um teto máximo de renda de 1000€, e duração de um ano, passível de renovação, com o objetivo de apoiar as famílias de classe média que não sendo elegíveis para atribuição de habitação social sejam incapazes de custear as rendas hoje praticadas, até que surjam no mercado de arrendamento acessível alojamentos em quantidade, evitando assim, no curto e médio prazo, que mais pessoas se vejam obrigadas a deixar as suas casas, e reforçando substancialmente, em paralelo, as verbas dos programas de apoio à renda para pessoas com dificuldades económicas graves e em situação de emergência habitacional. Suspender a aprovação de novas unidades de alojamento local na União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, e introduzir quotas de licenciamento nas restantes freguesias. Reforçar o apoio ao pagamento das rendas de casa, no contexto do Porto Solidário/Fundo Municipal de Emergência Social, bem como nos eixos de apoio às IPSS e de apoio às organizações que trabalham com pessoas com deficiência, para que possam fazer face ao esforço extraordinário relacionado com as consequências sociais da pandemia.   Habitação Social Implementar de um programa de intervenção nos bairros sociais municipais visando quatro eixos:  Eficiência energética e térmica dos edifícios, com instalação de painéis solares e outras soluções que melhorem o conforto dos moradores, reduzam a fatura mensal e diminuam e pegada carbónica na cidade; Requalificação do espaço público e áreas ajardinadas, atualmente em visível degradação, promovendo a sua gestão descentralizada com as Juntas de Freguesia e com as Associações de Moradores; Instalação progressiva de elevadores exteriores nos blocos, reconhecendo as dificuldades provocadas pela idade avançada de muitos moradores e outras situações de mobilidade reduzida; Permitir a filhos e netos de moradores a reinscrição nos fogos municipais sempre que a sua situação económica o justifique ou que os moradores careçam de apoio por motivos de saúde.   Mobilidade  Alargamento da gratuitidade dos transportes públicos do Porto para jovens residentes e estudantes na cidade até aos 23 anos (nota: medida já incluída no plano de combate à inflação). Implementação da gratuitidade dos transportes do público do Porto para residentes com idade igual ou superior a 65 anos (nota: medida já incluída no plano de combate à inflação). Criação de serviços dedicados da STCP para transporte escolar. Reabrir a Ponte D. Maria Pia, monumento nacional votado ao abandono há décadas, no quadro de um projeto de requalificação que a dote de um percurso pedonal e ciclável. Avançar com um programa de intervenção e melhoria dos arruamentos que se encontram em avançado estado de degradação um pouco por toda a cidade (ex: Rua da Alegria, Rua de Santos Pousada entre a Rua da Constituição e a Rua Cardeal Dom Américo; Rua do Almada entre a Praça da República e a Rua Dr. Ricardo Jorge).   Saúde  Desenvolver de um programa de promoção da saúde oral nas escolas, com a contratação de uma equipa de higienistas orais e de médicos dentistas e o fornecimento de material adequado à higiene oral das crianças, com dotação orçamental de 250.000€.   Segurança  Implementação de um contrato local de segurança, com enfoque nas dimensões sociais e de segurança, para a zona do antigo bairro do Aleixo, do bairro Dr. Nuno Pinheiro Torres e do bairro da Pasteleira Nova.
    Mudança no regime dos acidentes de trabalho dos praticantes desportivos profissionais
    12 Out 2022
    Foi hoje submetido na Assembleia da República um Projecto de Lei de alteração do regime específico de reparação de danos de acidentes de trabalho dos praticantes desportivos, que tem como um dos primeiros subscritores Tiago Barbosa Ribeiro.  A proposta, que teve o impulso do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, resulta de um esforço conjunto de várias entidades e assume-se como uma solução justa e equilibrada, tendo um enorme impacto nos clubes e nos jogadores, tendo já recebido o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, do Sindicato dos Jogadores e de vários clubes nacionais, incluindo os designados três grandes.  A alteração legislativa agora proposta permitirá um ajustamento, por temporada, de cerca de 40 por cento no valor pago pelas Sociedades Desportivas, permitindo uma poupança superior a 9 milhões de euros, garantindo a manutenção das coberturas justas e adequadas aos jogadores profissionais. A sua aprovação contribuirá, de forma significativa, para a competitividade financeira dos clubes portugueses, eliminando uma distorção que representa, hoje, uma clara desvantagem competitiva face a outras ligas e clubes europeus.
    Tiago Barbosa Ribeiro reeleito presidente do PS Porto
    08 Out 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro foi hoje reeleito presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Porto nas eleições que decorreram em todas as secções da cidade. Líder do PS Porto desde 2020, Tiago Barbosa Ribeiro foi reeleito para um novo mandato com o mote “Pelo Porto, continuamos a avançar”. A candidatura obteve 97% dos votos numas eleições em que votaram cerca de 700 militantes. A lista de Tiago Barbosa Ribeiro, apoiada por militantes como o ex-líder parlamentar Alberto Martins e o ex-deputado Pedro Bacelar de Vasconcelos, integra o ex-deputado Renato Sampaio, o atual Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Paulo Ribeiro, bem como militantes e dirigentes de todas as estruturas de residência do PS Porto e das estruturas autónomas das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos e da Juventude Socialista. Tiago Barbosa Ribeiro, que foi candidato à Câmara Municipal do Porto nas últimas eleições autárquicas, é deputado à Assembleia da República, onde coordena os deputados do PS na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sendo também vereador sem pelouro na Câmara Municipal do Porto. Os militantes elegeram a candidatura “Pelo Porto, continuamos a avançar” que aposta no contínuo fortalecimento do PS na cidade. Entre os objetivos futuros destacam-se a preparação do desafio autárquico de 2025, a criação de estruturas de participação cidadã e a liderança do debate político concelhio em matérias como a habitação, a mobilidade, a coesão social e os desafios climáticos, temáticas nas quais o PS tem vindo a apresentar propostas nos órgãos autárquicos.       Tiago Barbosa Ribeiro reeleito presidente da concelhia do PS Porto https://portocanal.sapo.pt/noticia/312156   Tiago Barbosa Ribeiro reeleito presidente da Comissão Política Concelhia do PS-Porto https://www.rtp.pt/noticias/pais/tiago-barbosa-ribeiro-reeleito-presidente-da-comissao-politica-concelhia-do-ps-porto_n1438331 
    PS propõe Pacote Municipal Anti-Inflação para o Porto
    26 Set 2022
    O PS Porto propõe um Pacote Municipal Anti-Inflação para apoiar as famílias e as empresas do Porto perante o aumento dos preços e a subida dos juros. Segundo Tiago Barbosa Ribeiro, presidente do PS Porto e vereador socialista na Câmara Municipal do Porto, «enfrentamos neste momento uma crise inflacionista, um incremento das taxas de juro e um aumento do custo de vida, pelo que as autarquias, na medida das suas possibilidades de intervenção e de disponibilidade financeira, podem e devem tomar medidas para suavizar estes efeitos nas famílias e empresas». A proposta do PS surge em complemento às medidas já apresentadas pelo Estado Central que totalizam cerca de 4 mil milhões de euros. Assim, o PS Porto propõe 15 medidas para um Plano Municipal Anti-Inflação em sede de discussão do orçamento municipal para 2023, abrangendo diferentes áreas, propondo a sua monitorização e reavaliação durante o primeiro semestre de 2023:   Plano Municipal Anti-Inflação  Congelamento dos aumentos dos preços das rendas municipais, tanto residenciais como comerciais; Suspensão, no primeiro semestre de 2023, dos cortes de água por parte da empresa municipal Águas do Porto; Suspensão do pagamento de todas as licenças de utilização de via pública, como esplanadas, toldos, banca, quiosques, etc., durante o primeiro semestre de 2023; Isenção das taxas das feiras e mercados durante o primeiro semestre de 2023; Isenção das taxas de secretaria para comércio e serviços durante o primeiro semestre de 2023; Criação de uma linha de apoio financeiro de emergência às IPSS que têm respostas sociais dirigidas a setores mais vulneráveis da população - pessoas idosas, crianças, jovens em risco, cidadãos portadores de deficiência - indexada ao número de profissionais da instituição, que permita a sua sobrevivência e o reforço das estruturas de apoio; Criação do programa «Nova Vida Para o Comércio», com vales de apoio financeiro concedidos a todos os estabelecimentos comerciais e de restauração do comércio tradicional do Porto; Alargamento da gratuitidade dos transportes públicos do Porto para jovens residentes e estudantes na cidade até aos 23 anos; Implementação da gratuitidade dos transportes públicos no Porto para residentes com idade igual ou superior a 65 anos; Redução do IMI para os residentes no Porto; Dinamização de um programa especial de microcrédito municipal destinado a apoiar as pequenas empresas da cidade; Criação do «Porto com Gente», um programa transitório de apoio ao arrendamento financiado pela taxa turística, com apoios mensais entre os 250€ e os 350€, para um teto máximo de renda de 1000€, e duração de um ano, passível de renovação, com o objetivo de apoiar as famílias de classe média que não sendo elegíveis para atribuição de habitação social sejam incapazes de custear as rendas hoje praticadas, até que surjam no mercado de arrendamento acessível alojamentos em quantidade, evitando assim, no curto e médio prazo, que mais pessoas se vejam obrigadas a deixar as suas casas, e reforçando substancialmente, em paralelo, as verbas dos programas de apoio à renda para pessoas com dificuldades económicas graves e em situação de emergência habitacional; Reforço do apoio ao pagamento das rendas de casa, no contexto do Porto Solidário/Fundo Municipal de Emergência Social, bem como nos eixos de apoio às IPSS e de apoio às organizações que trabalham com pessoas com deficiência, para que possam fazer face ao esforço extraordinário relacionado com as consequências sociais da pandemia; Apoio para a aquisição de recursos e materiais de estudo no âmbito do ensino obrigatório para agregados residentes no Porto, mediante condição de recursos; Desenvolvimento de uma rede municipal de creches, em articulação com a Segurança Social, as IPSS e as Juntas de Freguesia.   PS/Porto apresenta pacote municipal anti-inflação para apoiar famílias e empresas
    Solidariedade com os democratas brasileiros
    25 Set 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro é um dos deputados que subscreve uma carta de solidariedade com os democratas brasileiros e de repúdio pela violência política na antecâmara das eleições no Brasil. A carta aberta pode ser lida neste link. 
    Entrevista de Tiago Barbosa Ribeiro ao Observador
    23 Set 2022
    O deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro está à frente, pelo PS, da comissão Parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão e defende o Governo na antecipação de meia pensão, recusando comentar o que será de 2023 em diante. “É irresponsável alguém poder dizer qual vai ser o aumento previsto quer dos salários ou das pensões em 2024”, disse em entrevista no program Vicchyssoise, da rádio Observador. A conversa foi sempre esse tema, mas não só. Falou-se dos tantos casos em tão pouco tempo de Governo, com o deputado a admitir que houve “situações que na sua maioria não deviam acontecer”. E discorda do ministro da Economia no IRC, remetendo Costa e Silva para o que está no Programa Eleitoral. Mas também se falou no Porto, onde é líder da concelhia do PS local, onde foi candidato nas últimas autárquicas e onde mora o presidente da sua eleição… Jorge Nuno Pinto da Costa.   O Governo apresentou a sustentabilidade da Segurança Social como principal argumento para não atualizar as pensões à inflação no próximo ano. Há acusações de que as contas afinal estão mal feitas. Há ou não um problema de sustentabilidade na Segurança Social? Começava por referir-me ao plano que foi apresentado pelo PS, um plano na ordem dos 2,4 mil milhões de euros que, somado às medidas já apresentadas desde o início do ano, corresponde a um pacote de combate à inflação na ordem dos 4 mil milhões de euros. A oposição tem legitimidade para interpretar os factos, mas não pode ter uma interpretação própria da realidade. Não há nenhum corte nas pensões. Estamos a falar, para 2023, num aumento das pensões que cumpre a famosa fórmula de aumento. Em 2023 os pensionistas não vão ter nem menos um cêntimo do que aquilo a que teriam direito porque vão ter este ano 14 meses e meio e, em 2023, o aumento remanescente. Deixe-me só especificar que o que se tem falado é que existe um corte na atualização da pensão em 2024, não em 2023, relativamente à aplicação estrita da lei. É esse ponto que não dá para escamotear, vai haver um corte relativamente ao que seria a aplicação estrita da lei. Não vai haver nenhum corte. E para 2024 ainda não temos o valor de aumento previsto por parte do Governo. Mas já sabemos que em 2023 não vai ser o que era suposto se aplicássemos a lei. Em 2023, por isso é que comecei por referir, o aumento global é exactamente o que consta da fórmula. Aliás, importa dizer que, desde 2015, a massa global de pensões aumentou 25%, cerca de 3,8 mil milhões de euros. O PS tem vindo a valorizar significativamente as pensões e os rendimentos. Mas aquilo que as pessoas vão ter ao fim do mês não é o mesmo que teriam se fosse aplicada a lei. É um facto, há metade que é antecipada este ano, mas a parte que fica para o próximo ano mensalmente é menor do que seria se a lei fosse aplicada e a partir daí essa base também afetará as pensões futuras. A questão foi sempre essa. O que estamos a tentar perceber é o que se passa afinal com a sustentabilidade da segurança social. Seria ameaçada pela aplicação estrita da lei ou não? O que vemos é que o aumento previsto na fórmula será concretizado em 2023. Insisto que não há nenhum corte. E em 2024, diz o mesmo? Em 2024 também não está previsto nenhum corte. O que discutimos é a dimensão do aumento. Se houver inflação automaticamente há um corte. A base é menor, portanto há sempre um corte. A inflação tem tipicamente que ser coberta e tem vindo a ser. Desde 2016 temos vindo a aplicar um aumento superior à fórmula. O PSD fala muito na fórmula e nunca a aplicou, o que é extraordinário. Sobre a matéria da sustentabilidade, o que temos é um relatório técnico que foi apresentado na AR e que apresenta um conjunto de valores que devem ser vistos com atenção. Repare, a fórmula criada pelo PS em 2007 conjuga duas dimensões — o valor da inflação e o crescimento económico — e não foi feita para estes tempos, isso é evidente. Não vejo nenhum problema em encontrar um equilíbrio no contrato social que promova um aumento das pensões de forma razoável para garantir a sustentabilidade e os compromissos entre gerações. Se pensarmos em aumentos de pensões na ordem dos 8, 9, 10 ou 11% todos os anos, é evidente que temos de pensar neste tema com muita atenção. António Costa disse que se perdiam 13 anos. É exatamente isso que está no relatório técnico e não podemos ser irresponsáveis sobre essa matéria. Isto não significa que haja um corte das pensões a pagamento, não é nada disso. Falamos do impacto no Fundo de Estabilização. Os pensionistas vão receber um valor com o aumento previsto e, em relação a 2024, o próprio primeiro-ministro já esclareceu que é preciso conhecer os dados da inflação em 2023. Haverá um estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social, que está a ser coordenado pela OIT, e esta matéria tem que ser feita com ponderação, em diálogo com os parceiros sociais e com toda a sociedade portuguesa. O impacto são mil milhões de euros? Sensivelmente, por ano. Do bolo destinado às pensões são retirados mil milhões, chamar-lhe corte não é um truque semântico. Não, não são retirados. O impacto no aumento previsto com a fórmula é que são mil milhões. É evitado esse impacto. Não. No próximo ano o valor previsto na fórmula vai ser atribuído da seguinte forma: 14 meses e meio este ano e a outra metade no próximo ano. A partir de 2024 ainda não temos previsão. Não entremos em especulação. O impacto do aumento, se a fórmula fosse aplicada tal como está, é que correspomde a mil milhões por ano. Neste momento ninguém sabe dizer qual é o valor de 2024 porque ainda não temos os dados da inflação e crescimento de 2023. Falou-se do risco que seria para a sustentabilidade da Segurança Social quando o relatório entregue esta semana, por exemplo, omite a previsão de receitas para os próximos anos. Essa conclusão é tirada com que base se a receita é omitida? A receita não é omitida. O relatório, tal como é feito, tem por base uma condição ceteris paribus, com os dados que conhecemos e não com especulações. Importa é reiterar que para PS as pensões não são uma variável de ajustamento, portanto não cortamos pensões. Esse relatório engloba os dados dos primeiros seis meses do ano, que vão ser agora revistos no relatório de sustentabilidade anexo ao Orçamento do Estado que vai ser entregue daqui a menos de um mês na Assembleia da República, já com os dados actualizados. A 30 de junho António Costa, primeiro-ministro, disse o seguinte: “Não há a mínima dúvida de que iremos cumprir a fórmula que existe desde a reforma de 2007. As leis existem para serem cumpridas”. Palavra dada não é palavra honrada nas pensões? É absolutamente palavra honrada. Posso reiterar que o valor previsto na fórmula, e é isso que conta para os pensionistas, em 2023, vai ser aplicado. Não vão ter nem menos um cêntimo. O que conta para os pensionistas é o aumento real que têm no bolso. Claro. E é um aumento real no bolso e muito elevado. Antecipa-se metade de uma pensão para fazer face ao aumento do custo de vida agora, quando o dinheiro é mais necessário, atribuímos sensivelmente os 50% do aumento remanescente no próximo ano. Mais não é menos. O valor total é 100% do previsto na fórmula. Enquanto a inflação estiver a níveis deste género pode ser esta a solução usada pelo Governo? Temos tidos soluções criativas, digamos assim, ao longo dos últimos anos, para fomentar o aumento dos rendimentos. Repare que os aumentos extraordinários também não cumprem a fórmula e fizemo-los com a oposição do PSD porque queríamos aumentar mais do que dizia a fórmula. Quando não aplicou a fórmula, o PS só o fez para aumentar as pensões acima do valor previsto, nunca abaixo. Neste momento vivemos um contexto de grande incerteza. A Comissão Europeia fez uma revisão do aumento da inflação em 50% em dois meses! Estamos num cenário de espiral inflacionista, de aumento dos juros, de guerra, e é verdadeiramente irresponsável alguém poder dizer qual vai ser o aumento previsto quer dos salários ou das pensões em 2024. Temos de perceber o enquadramento que vamos ter para o OE2023 e a partir daí fazer esse debate. O Presidente da República tem insistido para que se conheçam antecipadamente à entrega do OE as projeções económicas para o próximo ano. Era importante dar essa previsibilidade aos portugueses? O Orçamento do Estado será entregue no dia 10 de outubro, não vou agora comentar as palavras do Presidente da República. Entendo que o Governo deve apresentar esses cálculos quando os tiver e neste momento a data que está prevista é o dia 10 de outubro. Estamos a sensivelmente três semanas, acho que devemos aguardar. Como é que um Governo há seis meses em funções já acumula tantos casos de desgaste, como o do aeroporto ou da saída da ministra da Saúde? Podemos chamar casos, são certamente situações que na sua maioria não deviam acontecer, cada caso tem a sua especificidade, são dinâmicas naturais dos governos. Não vou referir nenhum caso em concreto, mas são situações normais na vida democrática de um governo que está há seis meses mas que governa há sete anos, em tempos muito difíceis. António Costa Silva foi um erro de casting? Não, de forma alguma. É uma figura muito reputada, que acrescenta. Mas o que é que está a correr mal no caso da economia? Há este exemplo do IRC. Não sei se há algo a correr mal. A própria taxação dos lucros extraordinários avançado por António Costa Silva e que acabou por ser afastada pelo primeiro-ministro? Não vou comentar as dinâmicas internas do Governo. No caso do sistema fiscal, e especificamente na questão do IRC, há um programa de Governo, prévio a ele há ainda um programa eleitoral, e devemos cumpri-los. O ministro não cumpriu o que estava no programa? Essa medida não está neste momento em cima da mesa. O ministro fez uma observação sobre isso. O PS passou boa parte da campanha a atacar a proposta de Rui Rio para uma descida generalizada do IRC nas empresas, não está no programa do PS que queria uma descida apenas para situações concretas. O ministro da Economia não leu o programa? Certamente leu ambos, acho que isso não está em causa. Mas concorda com esta necessidade de baixar agora impostos para as empresas ou não? Com uma baixa transversal do IRC não estou de acordo. Parece-me que existem outras medidas. E nem isso beneficia as empresas que mais necessitam: se formos ver aquilo que são as reivindicações dos empresários, não está propriamente uma redução global do IRC, até porque ela atingirá uma fatia muito residual de empresas. Bom, a CIP recorrentemente exige isso. Mas se formos falar com alguns empresários no terreno... Se virmos a escala de redução que seria aplicada nesse cenário, seria um número reduzido das empresas e não a maioria das empresas portuguesas. Seria abaixo de 50%. Bom, mas o Governo já se pronunciou sobre isso. Parte do Governo, o ministro da Economia tem outro entendimento. Há aqui uma divergência e isso é preocupante? Não vejo nenhuma divergência. Vejo a expressão de uma opinião por parte do ministro. Que é um ministro e faz parte de um órgão colegial, o Conselho de Ministros… Exatamente, e o que temos em cima da mesa é a preparação do Orçamento do Estado para o próximo ano, no qual participará e está a participar o ministro da Economia. Não vou comentar mais essa matéria, não faço parte do Governo nem me sento no Conselho de Ministros. O líder comunista disse numa entrevista ao Público e à Renascença que o Governo pode não chegar até ao fim e que o PS tem tendência para “implosões”. Acredita que o Governo vai levar o mandato até ao fim? Acredito firmemente que o Governo vai levar o mandato até ao fim. Implosões não é tanto no PS. Neste momento o que temos é um Governo comprometido com o que está a fazer. Vivemos num cenário muito complicado, com as consequências da guerra, com o aumento da inflação e dos juros, e o Governo está firme e solidário a cumprir aquilo para que foi eleito. É conhecido como alguém da ala esquerda do PS. Lamenta que não haja uma solução como a geringonça? Isso das alas seria toda uma outra conversa sobre o partido socialista. Essa é uma matéria que foi decidida pelo povo português no dia das eleições e é isso que representa a maioria que o PS tem na Assembleia da República. Não é só esquerdista, também é pedronunista. O episódio do aeroporto retirou-lhe a hipótese de ser o sucessor de António Costa? Eu sou socialista. E sou amigo do Pedro Nuno Santos. Vejo com muita atenção as reflexões, por vezes quase guiões de novelas, sobre essa matéria das sucessões no PS. O partido tem uma liderança estável, lidera o Governo há sete anos e nãos e coloca no horizonte mais próximo — espero eu — qualquer tipo de questão relativa a essa matéria de sucessões e disputas no PS. Isso não está em cima da mesa, não é matéria que preocupe os socialistas. É algo que ainda está muito longínquo. Nesse cenário de sucessão, Pedro Nuno é a figura do PS mais bem preparada para o ser? É extemporâneo e não está em cima da mesa. Ainda ontem o vice-presidente do Chega foi chumbado pela terceira vez no Parlamento. Não estão constantemente a dar destaque ao Chega, permitindo que ganhe protagonismo cíclico nos plenários? Não, o Chega tem direito a apresentar um candidato a vice-presidente e os deputados são livre de chumbar esse candidato, como foi o meu caso, naturalmente. Na maior parte dos países europeus onde estão representados partidos da família política do Chega existe esta preocupação dos partidos não extremistas ou do arco democrático, se lhes podemos chamar assim, em isolarem esses partidos. Acontece na Alemanha, França, acontecia em Espanha até o PP dar a mão ao Vox, mas tem acontecido assim também em Portugal, e bem. É entendimento da esmagadora maioria dos deputados, como se viu nessa votação, que o Chega não deve ter essa representação ou estaria a ter um processo de normalização ou de institucionalização na Assembleia da República. Falando de outras eleições, as Presidenciais. O PS está fora de Belém já há muitos anos e se não vencer em 2026 arrisca ficar afastado da Presidência 30 anos. É importante que tenha uma candidatura forte? E que a comece a preparar quando? É importante que tenha uma candidatura forte e é importante que a comece a preparar assim que os órgãos do partido considerem que é adequado prepará-la. Mas já estão a preparar, ao colocar por exemplo Augusto Santos Silva já como uma hipótese? E concorda com esta ideia de que é um candidato à altura? Acho importante que o PS tenha mais personalidades do que menos personalidades que possam apresentar-se nessa disputa e as eleições presidenciais não são, por natureza, eleições partidárias. Portanto, depende muito da disponibilidade de uma personalidade que depois é apoiada pelos partidos. Augusto Santos Silva, que é do Porto, de quem sou amigo, que conheço bem e com quem tenho travado vários combates, reúne condições e qualidades que lhe permitiram desde logo ser eleito presidente da Assembleia da República e alguém que tem uma vastíssima carreira política, é um estadista e, portanto, é normal que o nome seja referenciado. Não tenho dúvidas de que existirão outros e o PS terá tempo para fazer esse debate e encontrar as suas opções. É vereador no Porto. O presidente da câmara do Porto, que está consigo no conselho superior do FCP, chamou perfeito imbecil a um jornalista por ter feito uma pergunta ao jogador Taremi num jogo anterior. Revê-se nesta crítica ou considera as declarações infelizes? Quem representa os eleitores, quem num cargo público, deve ter alguma moderação na forma como se exprime. Todos já tivemos os nossos momentos, somos humanos. Para quem está na vida pública de forma tão reiterada e ao longo de algum tempo, é quase inevitável que incorra nessas situações. Nesse caso, foi num perfil privado [do Facebook] e sou amigo dele, vi essa publicação e acho que não terá sido um bom momento. Ainda alimenta a esperança de ser sucessor de Rui Moreira? Nunca tive obsessões ou ambições dessa natureza. Acho que na vida pública devemos ir fazendo o nosso percurso e muitas vezes somos colocados perante problemas e adversidades a que temos de dar resposta como foi a eleição autárquica de 2021. Quanto ao mais, o tempo dirá. Teve um resultado um pouco abaixo de Manuel Pizarro, quatro anos antes. Agora com Pizarro ministro, acha que ganha destaque e se posiciona para poder suceder a Rui Moreira? Espero que o Manuel Pizarro tenha o maior sucesso nas novas funções, é alguém de quem sou bastante amigo. E relativamente às autárquicas, a resposta é muito semelhante à das Presidenciais: ainda estão muito longe.   Vamos aos desafios, no Carne ou Peixe, em que tem de escolher uma de duas opções: Que levava para ver consigo um jogo do Porto no camarote presidencial do Dragão: Augusto Santos Silva ou Carlos César? No camarote presidencial têm de ser convidados pelo presidente Pinto da Costa. Eu não posso convidar nenhum dos dois, sendo amigo de ambos. Quem convidava para jantar no restaurante Barril, nas Antas: Manuel Pizarro ou Ana Mendes Godinho? Se calhar convidava Ana Mendes Godinho porque o Manuel Pizarro está frequentemente lá e creio que Ana Mendes Godinho ainda não conhece esse local. Se tivesse que escolher um Presidente que melhor o representasse: Jorge Nuno Pinto da Costa ou Marcelo Rebelo de Sousa? Jorge Nuno Pinto da Costa, sem dúvida. Preferia ser ministro num Governo de Pedro Nuno Santos ou num Governo de António Costa? Sinto-me muito bem como deputado na Assembleia da República.   Ler a entrevista no site.
    Freguesias foi tema de reunião entre Rui Moreira e Tiago Barbosa Ribeiro
    20 Set 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro e Rui Moreira estiveram reunidos para discutirem a temática da reorganização administrativa do território das freguesias com base em três dimensões: histórica, social e territorial. Recorde-se que, antes da reforma administrativa de 2013, o concelho do Porto era constituido por 15 freguesias, que passaram a sete, nomeadamente: a União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, a União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória e a União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos. As freguesias de Bonfim, Campanhã, Paranhos e Ramalde mantiveram a sua configuração. Para além do presidente da Câmara do Porto participaram no encontro o vereador do Urbanismo e Espaço Público e da Habitação, Pedro Baganha, a deputada socialista da Assembleia da República Maria João Castro e dois responsáveis da Concelhia do PS Porto, bem como elementos do Gabinete da Presidência do Município.  
    Distinção atribuída pela IPSS Vai Avante
    20 Set 2022
    Tiago Barbosa Ribeiro recebeu uma distinção no 60º aniversário da Associação Vai-Avante IPSS, uma das maiores instituições particulares de solidariedade social do país. Dirigida por Fernando Duarte e em perfeita articulação com a autarquias, a associação acompanha diariamente em Gondomar milhares de utentes em diferentes valências. A distinção foi atribuída a Tiago Barbosa Ribeiro atribuída pelo acompanhamento dado à Vai Avante e a todas as IPSS durante o período crítico da pandemia, com o deputado a referir que «os seus dirigentes e trabalhadores é que foram (e são) os heróis no terreno e contam sempre com o meu apoio e empenho».
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