09 Dez 2019
Camaradagem e amizade

No fim-de-semana participei nos jantares de Natal do PS Bonfim, orgulhosamente a minha secção de residência com uma forte dinâmica sob a liderança do Hugo Gilvaia, e da Secção do Porto dos CTT com a presença do seu coordenador Rogerio Costa Pereira e de todos os camaradas que lutam, e bem, pela dignificação desta grande empresa ao serviço dos portugueses e da coesão territorial. Esta época permite reforçar os laços de solidariedade e camaradagem que nos unem, ganhando ânimo para as lutas comuns que nos esperam.

07 Dez 2019
Debate sobre o terceiro sector

A convite da Secção do PS de Lordelo do Ouro, no Porto, moderei um debate sobre o terceiro sector, o associativismo e a intervenção social. Teve a participação de vários representantes de organizações no terreno e, entre outros temas, foi importante para destacar o modelo português de combate às drogas, a recusa do populismo securitário e a necessidade de acções mais céleres e descentralizadas por parte do Estado na resposta a quem mais precisa.

Parabéns pela organização!

06 Dez 2019
É urgente regionalizar

A Regionalização está na Constituição de 1976. Não se cumpriu.

Há mais de 20 anos foi feito um referendo instigado por adversários da Regionalização que permitiu todos os populismos porque nenhuma questão complexa pode ser reduzida a “sim” ou “não”. Não se cumpriu.

Recentemente, a Comissão Independente para a Descentralização concluiu, como concluem todos os estudos, que o país precisa da Regionalização para alavancar o seu desenvolvimento. Não se está a cumprir.

Desde 1974, o país só agravou centralismo, disparidades regionais e concentração de riqueza.

A administração local representa apenas 10% da despesa pública. Metade do valor das compras do Estado é realizada por entidades localizadas na Área Metropolitana de Lisboa. E quase 80% dessas compras são feitas a empresas daquela região. Que concentra riqueza, investimento e emprego público, mas também privado porque as externalidades são fortíssimas. Não por acaso, tem um PIB per capita muito acima da média nacional e é a única região que supera a média europeia em riqueza por habitante. Progressivamente, com um Estado macrocéfalo, o investimento privado vai sendo sugado e com ele riqueza, empregos, salários, infra-estruturas, tudo. Ficamos todos mais fracos.

O país tem vindo a enfraquecer-se sem um poder regional legitimado, democrático e subsidiário, que em cada região trabalhe com instrumentos que hoje estão a centenas de quilómetros de distância, decidindo por todos e para todos.

Os resultados estão à vista.

Esperamos há mais de 40 anos. Já tudo foi debatido, visto e revisto, prevalecendo sempre a visão dos que querem manter o status quo porque obviamente beneficiam dele. E por isso esta deve ser uma causa nacional e suprapartidária.

Esperar mais? Pelo quê?