26 Abr 2019
Abril sem rodeios

Os democratas comemoram o dia da liberdade sem “ses” nem “mas”. Fazem-no genuinamente e em festa pelo significado único, incomparável e transformador do 25 de Abril.

Ora, a forma como alguns exaltaram ontem o 25 de Novembro, equiparando 48 anos de ditadura a uns meses de PREC, roça o revisionismo. Lá saberão porque têm esse desconforto e, de certa forma, se colocam do lado dos vencidos de um tempo.

É que houve quem tivesse um papel charneira em 1975 sem precisar de esperar por 1974 para combater a ditadura.

25 Abr 2019
(25 de Abril de 2019, 00:46)

Há 45 anos, por esta hora, o movimento dos jovens capitães era já irreversível e as operações militares iam mesmo derrubar a mais longa ditadura da Europa ocidental. Em breve o povo ia invadir as ruas e abraçar a insurreição, assegurando a irreversibilidade da revolução que levou a uma Constituição democrática em 1976 que diz assim no seu preâmbulo: «(...) assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno».

O 25 de Abril, o dia inicial e de todos os riscos, de tão impossível, foi a mais bela página do século XX português. Foi com ele que construímos um país com imperfeições, por certo, mas um país onde o filho do operário já não vai combater para as ex-colónias ou trabalhar em idade escolar, já não vai dormir com fome, frequenta a escola pública, tem SNS e vacinas gratuitas num país que desde então baixou em 94% a taxa de mortalidade infantil até aos 5 anos, tem transportes públicos e infra-estruturas que mudaram a face do país, tem um salário mínimo e direitos laborais, pode e deve sindicalizar-se, terá apoio no desemprego, terá uma reforma na velhice.

Em todas estas áreas, há muito Abril para continuar, enraizar, abrir. Mas o Estado democrático «na construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno» não tem falhado na criação dos instrumentos dessa liberdade, a liberdade de viver e decidir, rompendo não só com o aparelho repressivo da ditadura como com as pavorosas desigualdades de classe que se perpetuavam no nosso país, onde ainda hoje temos e teremos muito para caminhar. Mas já sabemos que o filho do operário caminha connosco e nós com ele. O filho do operário somos nós.

Viva o 25 de Abril!

[imagem: 'As Armas e o Povo', 1975]

25 Abr 2019
25 de Abril

 Um dia sempre feliz.

23 Abr 2019
Visita à Assembleia da República

Visita à Assembleia da República de uma comitiva da Universidade Sénior de Gondomar, acompanhada pelo Presidente da União de Freguesias de Gondomar (São Cosme), Valbom e Jovim, o meu camarada Antonio Braz.

A recepção contou, em diferentes momentos, com vários deputados do PS eleitos pelo círculo do Porto.