Mais uma reunião do Grupo de Trabalho das Leis Laborais. Quase no fim de um processo com quase um ano e centenas de propostas para votar...
Mais uma reunião do Grupo de Trabalho das Leis Laborais. Quase no fim de um processo com quase um ano e centenas de propostas para votar...
Que dor. Que revolta.
Ei-los para que não os esqueçamos: Óscar e Valeria Martínez, salvadorenhos, pai e filha, a criança com menos de 2 anos. Todos os sonhos do mundo, como todas as crianças. A tentar o melhor para a sua filha, como todos os pais. Já não estão cá. Morreram a tentar passar a fronteira com os EUA. Morreram assim, ensopados, abraçados, a filha protegida dentro da roupa do pai. Nada os protegeu, nem o amor. E ninguém nos protege desta humanidade perdida, desta barbárie, desta revolta que consome.
Ontem ao final da tarde o Porto estava assim visto a partir da Sé.
Sem filtros, São João.
Estive esta tarde na FNAC de Santa Catarina, no Porto, a apresentar o mais recente livro do meu amigo Daniel Bastos.
O Daniel é um grande historiador que se tem dedicado como poucos à recuperação da nossa memória colectiva na emigração e na lusofonia. É também um homem dedicado à causa pública. Este livro prefaciado pelo Coronel Vasco Lourenço é um extraordinário apontamento histórico sobre os primeiros dias da Revolução pela lente de um amigo de Portugal, Gérald Bloncourt, um «fotógrafo humanista» recentemente falecido.
A obra é testemunho de um tempo de esperança e participação, mas também de dúvida e inquietação. É, em qualquer caso, belíssima.
Recomendo vivamente!
A noite de ontem foi passada no Agrupamento de Escolas de Lousada Oeste para uma boa conversa com alunos, pais e encarregados de educação do terceiro ciclo. O objectivo foi partilhar percursos profissionais e tentar desconstruir algumas angústias dos jovens alunos que em breve têm de tomar decisões sobre o seu futuro.
Estive com muito gosto a falar um pouco do meu percurso académico e profissional, desmistificando algumas ideias feitas sobre a vida política e destacando que é fundamental nunca abdicar de um percurso profissional que garanta liberdade e autonomia.
Expliquei o que andei a fazer na Efacec, a empresa para onde entrei há mais de uma década e de que ainda hoje faço parte, as aventuras profissionais na Argélia, em Angola e em Moçambique, os trabalhos de Verão e durante a faculdade, a empresa que criei com mais amigos e, de uma forma geral, como as coisas foram surgindo.
A mensagem fundamental que tentei passar é que eles (e todos...) devem fazer o que mais gostam e serem felizes, sem se deixarem condicionar por expectativas alheias e por um mercado que por vezes pode ser muito cruel. Agarrem o futuro que, de uma forma ou de outra, ele será vosso. E obrigado pelo convite.