O último Plenário desta legislatura é também o último do mandato do Renato Sampaio, que por vontade própria cessa o seu percurso parlamentar após 20 anos na Assembleia da República. É, e será sempre, um dos mais reconhecidos socialistas do Porto.
Os anos já vão somando alguns capítulos. Já apoiei o Renato em vários combates, ele já me apoiou em alguns e nas últimas eleições no PS Porto, animados por perspectivas divergentes para a nossa concelhia, fomos a votos um contra o outro. Um combate intenso e duro, como ambos gostamos. O resultado quase dividido ao meio após uma participação massiva dos nossos militantes ditou que tivéssemos de falar e de dialogar para que, sem abdicarmos das nossas propostas e visões, o PS Porto não bloqueasse. E responsavelmente assim foi, sem revanchismos.
Nunca nos custou dialogar porque antes de qualquer combate está a amizade e um grande respeito mútuo, que também se alimenta, quando é o caso, de divergências sem subterfúgios. Agradeço ao Renato Sampaio a camaradagem, a aprendizagem e o apoio desde os primeiros tempos, já longínquos, de participação política no PS Porto e, depois, em muitos órgãos e instituições. A começar pelo apoio que me deu nos primeiros dias no Parlamento, que hoje parecem bem distantes, tornando tudo mais fácil.
O Renato sai desta casa, mas continuará a ter muito para dar ao PS. Aqui fica, porque tenho memória, o meu reconhecimento.