Acabámos de aprovar na Assembleia da República, sem votos contra, a declaração do estado de emergência em Portugal. Vivemos uma situação absolutamente ímpar no tempo das nossas vidas e o mundo enfrenta uma ameaça existencial que impõe medidas firmes. Importa dotar o Governo de todos os mecanismos para combater o inimigo invisível, ao mesmo que urge garantir a protecção do emprego, dos rendimentos e da nossa capacidade produtiva.
É imperioso impedir a devastação económica para que nos possamos reerguer depois desta fase. Isto implica enorme disciplina social. O Governo não tomará nenhuma medida que não seja estritamente necessária no quadro do estado de emergência, falando verdade ao nosso povo e enfrentando esta crise com vigor e ponderação.
A Assembleia da República, naturalmente, continuará a exercer as suas funções.
Unidos, venceremos.

