01 Mar 2021
Nos 35 anos da morte de Olof Palme
Nos 35 anos da morte de Olof Palme
Olof Palme, um dos mais inspiradores líderes socialistas europeus da segunda metade do século XX, foi assassinado há 35 anos. Afirmou-se como figura cimeira da social-democracia nórdica e dirigente destacado da Internacional Socialista.
 
A Suécia expandiu o seu modelo social sob a sua liderança. Foi um símbolo da defesa do mundo do trabalho, tendo apoiado a expansão dos sindicatos na sociedade e nas empresas, ao mesmo tempo que aprovou legislação laboral não neutral, claramente favorável aos trabalhadores e à influência operária na gestão das empresas. Promoveu um Estado Social forte, tornando-o num exemplo que quase todo o mundo, e em especial a Europa, quis acompanhar.
 
Foi desalinhado em tempos de Guerra Fria, anti-colonialista, crítico feroz do apartheid e financiador do ANC de Nelson Mandela (que o Reino Unido considerava “terrorista”), apoiante declarado de movimentos de libertação e anti-imperialistas (foi o primeiro chefe de Governo ocidental a visitar Cuba após a Revolução, discursando em Santiago para elogiar os revolucionários da Sierra Maestra), mas crítico também, naturalmente, da União Soviética, da invasão da Checoslováquia e do Afeganistão. Opôs-se várias vezes à política externa norte-americana. Condenou a guerra do Vietname e congelou as relações diplomáticas com os EUA após bombardeamentos em Hanói.
 
Acumulou inimigos ao longo de uma vida dedicada aos valores do progresso e da igualdade, tendo sido baleado a 28 de Fevereiro de 1986 no centro de Estocolmo.
 
Tantos anos depois, continua uma inspiração para gerações de socialistas e no “meu” corredor na Assembleia da República, onde estão gabinetes de vários deputados do PS, temo-lo em destaque com uma frase sobre a visão do mundo pela qual lutamos diariamente, que aqui deixo um pouco mais completa: “For us, democracy is a question of human dignity. And these rights are not reserved for a select group within society, they are the rights of all people. This includes the political liberties, the right to freely express our views, the right to criticize and to influence opinion. It embraces the right to health and work, to education and social security.”