A compressão do espaço mediático traduz um país monocromático que alimenta o centralismo porque é visto e contado a partir dos seus miradouros: é assim que órgãos de comunicação supostamente nacionais, intermediadores dos problemas do país, são na realidade órgãos de comunicação regionais, locais, mas que acabam por “nacionalizar” a sua visão, problemas e soluções (foi por isso que em tempos o trânsito numa rotunda lisboeta abriu os 3 telejornais da noite). E na maioria das vezes admito que nem tenham consciência disso devido aos processos de aculturação.
É neste contexto que o DN, designado jornal nacional, “foi ao Porto” como quem envereda num empreendimento para um local exótico.
Isto é um problema, atomiza o país e é mais grave do que parece.

