28 Jul 2020
Centro Integrado de Apoio à Deficiência

Os socialistas do Porto continuam a trabalhar e o “Roteiro do Desconfinamento” passou pelo CIAD - Centro Integrado de Apoio à Deficiência, com uma enxuta delegação para não perturbar o trabalho de técnicos e utentes que contou com o Secretário-Coordenador do PS Cedofeita, Ricardo Meireles, e com um dos membros da Assembleia de Freguesia onde está o CIAD, Abílio Rodrigues, que é também Secretário-Coordenador do PS Miragaia.

O CIAD é uma instituição que desempenha um trabalho extraordinário para a inclusão de pessoas com deficiência, oferecendo múltiplas valências. Enfrenta sérios desafios devido à pandemia, mas tem sido inexcedível na procura de soluções e na garantia de condições para os seus utentes e familiares.

O que vimos revela uma dedicação que ultrapassará todas as adversidades. As instituições estão a fazer um grande esforço no terreno e merecem todo o apoio.

Contem connosco!

21 Jul 2020
ASAS de Ramalde

O “Roteiro do Desconfinamento” do PS Porto passou pelo ASAS de Ramalde, uma importantíssima instituição social com múltiplas valências sociais e dezenas de trabalhadores que presta apoio a centenas de utentes.

O ASAS enfrenta desafios de grande exigência devido à pandemia, mas após reunir com a sua direcção - na companhia de dirigentes do PS Ramalde - trouxe um caderno de encargos que não vou esquecer.

Contarão com o meu apoio para ultrapassar as necessidades presentes... e futuras.

14 Jul 2020
Reforma administrativa

A designada “reforma administrativa” das freguesias é um assunto que os socialistas do Porto não consideram encerrado. Foi isso mesmo que transmiti ao Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho, cumprindo aquilo com que me comprometi perante os militantes do PS Porto para este mandato. Agradeço ao Jorge Botelho a disponibilidade e o trabalho que tem vindo a fazer.

A “reforma Relvas” foi desenhada no Terreiro do Paço à revelia dos portuenses e dos seus representantes, levando a erros crassos na organização do nosso território e na resposta às populações. O exemplo mais visível no Porto é na União de Freguesias que compreende o centro histórico e que vai até... à rotunda da Boavista. As populações da zona ribeirinha sabem bem o abandono a que têm sido votadas pelo presidente desta divisão administrativa sem qualquer sentido, sem capacidade de diálogo e sem interesse eleitoral numa zona que precisa de um poder local próximo e dedicado, não de um responsável associativo dos bares que vive num conflito permanente com os restantes eleitos.

É só um exemplo, entre outros. Não vai obviamente voltar a ficar tudo como estava, mas não tem de ficar tudo como está. Pela nossa parte iremos continuar a trabalhar em soluções, procurando concretizar o mais amplo consenso para as mudanças necessárias.

09 Jul 2020
Políticas sociais em tempos de pandemia

Debate sobre políticas sociais em tempos de pandemia cujo vídeo pode ser visto neste link.

08 Jul 2020
Visita ao Guindalense

O "Roteiro do Desconfinamento" passou pelo Guindalense, onde estive com uma pequena comitiva do PS Porto e cumprindo todas as regras de segurança.

Esta é uma grande colectividade da Sé do Porto que está preparada para retomar a sua actividade sem colocar em causa a segurança de quem a visita. Força!

02 Jul 2020
Relatório aprovado

Aprovado relatório de minha autoria sobre a proposta de alteração do Fundo Social Europeu Mais, reforçando os mecanismos de combate à crise e em especial os instrumentos temporários de protecção do emprego e dos rendimentos.

01 Jul 2020
Visita à Lello

No âmbito do «Roteiro do Desconfinamento» que está a ser promovido pelo PS Porto para visitar instituições, associações, empresas e colectividades da cidade ao longo das próximas semanas, estive com uma delegação da nossa concelhia na magnífica Livraria Lello, que já reabriu.

Pudemos ver que o espaço cumpre todas as regras sanitárias e de segurança que se impõem, existindo um enorme empenho dos seus trabalhadores e da sua administração para que este continue a ser um ex-líbris do Porto.

Merece bem uma visita!

25 Jun 2020
Censura na RTP?

Esteve muito mal a RTP ao censurar (na RTP Play) uma série infantil da RTP2, «Destemidas», que fala de mulheres importantes na história, tolerância e igualdade. Os extremistas que se queixaram querem formatar o nosso modo de vida, mas não conseguirão.

Acabei de escrever ao provedor do telespectador, Jorge Wemans, manifestando preocupação por esta atitude censória e apelando a que possa ser corrigida, honrando os pergaminhos de serviço público da RTP e os valores de tolerância que regem a nossa sociedade

05 Jun 2020
As razões de um apoio

(de e para portistas em véspera de eleições)

Sou portista desde que me conheço. Tenho o clube colado à pele desde que nasci. Portuense nado e criado na cidade. Cresci a escassa distância do estádio, na zona onde tudo fervilha com mais intensidade: as Antas. Acompanhei a afirmação do Futebol Clube do Porto como um clube poderoso, mas cedo soube também que esta instituição se construiu a desafiar a história que outros gostariam de lhe escrever, combatendo as injustiças que um país tão centralista como o nosso faz perdurar em tantas esferas da sociedade – e o desporto não é excepção.

Quando era pequeno, sempre que possível, escapava-me após as aulas para ver os treinos e os jogadores ao lado do nosso Estádio das Antas. Como tantas crianças do Porto, fiz desporto no clube, nas então vetustas instalações. A paixão, essa, foi sempre em crescendo. Ainda hoje tenho o som dos torniquetes perfeitamente gravado na memória. Passei por eles para assistir a muitas tardes e noites de glória nas Antas, submerso na nossa mítica curva. Lá vi as caminhadas imparáveis rumo aos títulos. As grandes noites europeias que viravam a cidade do avesso. O fervor. O calor da nossa massa adepta. A Marcha cantada de cor, com uma simbólica tão ou mais importante do que o hino. A euforia e, felizmente bem menos, também as desilusões. Assisti ao vivo a muitos capítulos da nossa história entre as Antas e o Dragão. O “tribunal”. Títulos internacionais. O penta. As finais das Taças. O Sr. Robson. Oliveira e a espinha dorsal da selecção. O engenheiro do penta. Mourinho. A máquina trituradora de Villas-Boas. A injustiça com o Vitor Pereira. O campeonato às escuras. O golo do Kelvin, claro. De tudo um pouco. Aprendi que quase todos os anos havia uma festa tão importante como a maior das festas, o S. João, que era a festa do Porto campeão. Mas não sou portista das vitórias. Vivo as vitórias, mas não esqueço as derrotas nem as dificuldades para construirmos um clube vencedor.

Sempre fui um adepto entre adeptos, de bancada. Sempre que posso, vou ver o FC Porto: em casa, onde raramente falho e tenho o meu sagrado lugar anual e quotas em dia; mas também fora, seja no início, a meio ou no fim da época. Esteja a correr bem ou mal. A ganhar ou a perder. Contra equipa grande ou dita pequena. Corre-me o sangue da competição. Porque as memórias dos grandes momentos, essas, todas as têm porque todos os viram, repetidas uma e outra vez nas televisões. Adeptos para as finais, como para as festas, há sempre muitos. Falta tudo o resto que dá expressão à paixão. Ano após ano, faço com muitos outros a dura campanha do Norte durante o Inverno. E tudo o resto. É tão importante ir à Luz ou a Alvalade como aos Arcos, a Guimarães como ao Bessa, ao João Cardoso como ao Marcolino Castro, e eu lá vou estando com outros indefectíveis, com minis e panados. Na Taça, o objectivo é sempre o Jamor mas isso não impede de pagar bilhete para uma eliminatória contra o Gafanha da Nazaré, porque sem essas etapas não há finais. Já fui de carro ao Mónaco para ver a final da supertaça europeia contra o Barcelona. Ou uma eliminatória impossível contra um super City, em Manchester, mas lá estávamos. Aqui há uns anos, numa pré-eliminatória da Champions cuja primeira mão tinha corrido mal no Dragão, fui a Roma com mais uma dúzia para além da equipa porque a crença não abundava e também era Verão, um calor infernal, mas vencemos e viemos de lá com o apuramento no voo de regresso. É isto que vai pavimentando a nossa história ao lado dos grandes marcos. Sou daqueles que guarda os bilhetes e tem uma memória dos jogos. Sempre que posso, acompanho também as modalidades do pavilhão.

Ora, quando eu nasci, o Futebol Clube do Porto tinha um presidente eleito há apenas um ano chamado Jorge Nuno Pinto da Costa. Ninguém sabia, eu muito menos, mas este presidente ia mudar a história do futebol português mudando o nosso clube. O seu percurso tinha começado uns anos antes e já tinha uma grande experiência de dirigismo no clube antes da presidência. Sem o 25 de Abril, é quase certo que a história do FCP não teria sido muito diferente daquela que existia até então. Mas a revolução democrática permitiu a afirmação de novos valores também no desporto e Pinto da Costa personificou-os como nenhum outro. Quando assumiu o departamento de futebol em 1976, então sob a liderança de Américo de Sá, começou a erguer com o Mestre José Maria Pedroto as raízes de um clube que deixou de ser apenas uma instituição desportiva para se assumir como uma das grandes bandeiras da nossa região. «É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes da capital», disse Pedroto. E assim se fez.

Pinto da Costa e Pedroto foram os artífices das conquistas do Porto ao lançarem um combate feroz às adversidades que vinham da ditadura, marcadas como injustiça na história do clube que havíamos de superar com luta e suor. O seu trabalho nunca foi apenas desportivo, mas também doutrinário. Pedroto, uma e outra vez: «Só a vitória final é objectivo. Não importa que nos apodem de obcecados, de fanatizados e de outros termos semelhantes». Esse percurso não se escolhe, é o produto concreto das condições em que o clube cresceu, contra aquilo com que teve de lutar, e isso foi diluído numa massa adepta fervorosa, ciosa do seu papel, combativa e construtora da famosa mística do Futebol Clube do Porto. Se o perdermos, perdemos tudo. Como escrevi há dias num artigo sobre o triunfo na incerteza: «o FCP é a expressão mundial de uma Região e isso em nada o diminui como clube de vocação nacional, reconhecido internacionalmente. Pelo contrário: qualquer tentativa de o afastar desses valores, tornando-o num produto indistinto de futebol-negócio é condená-lo ao fracasso».

Conquistámos o primeiro campeonato após 19 anos de jejum em 1979 e o primeiro bicampeonato desde 1940 no ano seguinte. E tudo mudou. Quando aquele primeiro campeonato foi conquistado, depois da longa noite, o Futebol Clube do Porto tinha apenas 5 títulos e 4 Taças no palmarés. Sob a liderança de Pinto da Costa, foram 21 campeonatos, incluindo um pentacampeonato, 12 Taças de Portugal e 20 Supertaças. Mas também o mais bem-sucedido clube português do último meio século nas competições europeias: campeão da Europa e do mundo em 1987, Supertaça Europeia em 1988 e, já no século XXI, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental e uma Liga Europa, para além de presenças sucessivas na Champions e muitos pontos conquistados. Pinto da Costa não ganhou sempre, mas ganhou muito mais do que todos os outros e é hoje, não por acaso, o Presidente mais titulado da história do futebol mundial.

O clube encontrou fórmulas vencedoras em cada uma das últimas quatro décadas, o que é muito difícil, mas Pinto da Costa conseguiu-o. Construiu uma hegemonia que se alargou também às modalidades, com centenas de títulos somados no hóquei em patins, andebol, basquetebol, atletismo, natação, ciclismo e bilhar, entre muitas outras. A revolução estendeu-se às infraestruturas, construindo o estádio, o pavilhão, o centro de treinos e o museu de última geração. E foi conquistando adeptos em todo o país e fora dele, sem nunca deixar de ser um clube que empunha os valores da Invicta. O Futebol Clube do Porto é uma das instituições que mais projecta internacionalmente o Porto, com ganhos para todos. Leva o nome da Invicta no seu escudo. E é igualmente uma relevantíssima instituição com enorme impacto social, apoiando a prática desportiva dos mais jovens e carenciados, estabelecendo protocolos com escolas e outras entidades, apoiando o desporto adaptado, entre muitas outras iniciativas de indiscutível mérito.

O Futebol Clube do Porto terá eleições neste fim-de-semana. Aqui há uns meses, Pinto da Costa telefonou-me para me convidar não só para apoiar a sua candidatura, o que faria de qualquer forma, mas também para fazer parte dos órgãos sociais do clube. Convidou-me para integrar a lista ao Conselho Superior, um órgão consultivo, não executivo (e obviamente não remunerado), que tem por missão aconselhar a direcção do clube. Partilhou comigo algumas ideias sobre o que pretendia para este novo mandato, dando-me a enorme satisfação – e orgulho – de poder fazer parte deste projecto e somar renovação à experiência que já existe. Darei o meu melhor se for eleito.

Se os sócios entenderem, farei parte do Conselho Superior do FCP como de qualquer outra instituição desportiva, associativa, académica e cultural da minha cidade, apoiando-as como é expectável que o faça. Não ignoro possíveis críticos, mas eles não têm razão. Ser portista faz parte da minha identidade e a minha paixão futebolística em nada impacta com outras intervenções que tenho: a ideia de políticos assemelhados a salame, do qual as pessoas escolhem apenas o que gostam e deitam fora o que não querem, ignora que um político é uma pessoa como qualquer outra, com direito à afirmação das suas opções de forma livre e despojada. Se a crítica for tão só baseada na oposição ao clube, então quanto a isso há pouco a fazer a não ser garantir respeito mútuo. E lembrar que o FCP é uma das maiores instituições da minha cidade e do nosso país.

Sei que existem outras listas que se candidatam e que nelas estão portistas como todos nós, logo merecedores de todo o respeito. Mas entendo que o projecto encabeçado por Pinto da Costa e pela sua equipa é o que melhor serve os interesses do Futebol Clube do Porto. O que ganhou até agora dá-nos a certeza de um passado sólido, repleto de glória, mas o passado não conquista novos títulos. Não é pelo que está no museu que o apoio. É pelas garantias que oferece no presente para continuarmos a ter motivos para visitar o museu no futuro, sem aventuras num contexto muito exigente provocado pela pandemia e por aquilo que vamos ter de construir nos próximos anos, lutando também contra tentativas de apropriação do sistema do futebol. Não é tempo de (apenas) agradecermos a Pinto da Costa, isso ele já sabe, mas de continuarmos a ser exigentes e críticos com a sua liderança. Os tempos não estão fáceis, mas para o Porto nunca o foram. Este desporto é um campo de paixões imensas, mas não dispensa a racionalidade. Precisamos de garantias que não lancem o clube no desconhecido.

Todos os adeptos são livres de se candidatarem e manifestarem a sua opção pelo voto, com a vantagem de na democracia do nosso clube cada sócio corresponder mesmo a um voto. Estou certo, porém, que uma análise justa e não baseada na voragem imediatista desta ou daquela jornada, concluirá que Jorge Nuno Pinto da Costa é de longe o melhor Presidente que o Futebol Clube do Porto pode continuar a ter e que isso só pode ser motivo de regozijo para todos nós.

Eu estarei com ele e apelo a todos os sócios para que votem nas listas A.

Viva o Futebol do Clube do Porto!