26 Mai 2021
Encerramento de creche em Cedofeita
O anunciado encerramento da creche do Centro Social Paroquial de Cedofeita motiva enorme inquietação nos 42 encarregados de educação que têm os filhos nesta instituição, mas também os eleitos e dirigentes do Partido Socialista.
 
Sendo esta uma decisão da instituição, o PS manifesta a sua preocupação. Estamos em contacto com os pais e a trabalhar para soluções que mobilizem a Segurança Social e os poderes públicos.
 
Assim, para além de uma questão que submeti ao Governo sobre esta matéria, estive no Centro Distrital do Porto da Segurança Social na companhia dos dirigentes socialistas Helena Maia e Ricardo Meireles para nos inteirarmos do problema.
 
A reunião, com o Director Distrital Miguel Cardoso e com a Directora-Adjunta Rosário Loureiro, evidenciou as soluções que estão a ser pensadas e dialogadas com a instituição, tendo sempre como prioritário o bem-estar das crianças.
 
Importa reiterar que nem o Governo nem os serviços da Segurança Social têm qualquer influência na decisão da instituição, mas estão mobilizados para impedir o fecho da creche.
 
Continuaremos a acompanhar este tema.
12 Mai 2021
Debate sobre teletrabalho

Participo hoje num debate sobre teletrabalho organizado pela Concelhia do PS Almada.

O debate pode ser acompanhado online.

09 Mai 2021
Exposição «A Europa Connosco»
Hoje de manhã, no Dia da Europa, inaugurámos na sede da Federação Distrital do Porto do PS a exposição «A Europa Connosco». Trata-se de uma magnífica exposição, cuja visita recomendo vivamente, organizada em colaboração com a Fundação Mário Soares.
 
«A Europa Connosco» foi uma iniciativa organizada pelo PS na cidade do Porto em 13 e 14 de Março de 1976, sob a liderança de Mário Soares, reunindo todos os grandes líderes socialistas europeus que vieram apoiar o PS e a jovem democracia portuguesa na campanha para as primeiras eleições legislativas livres.
 
A exposição é inaugurada na mesma altura em que a Invicta, por opção do Governo do PS, volta a ser o coração da Europa com a Cimeira Social da União Europeia e a aprovação da Declaração do Porto.
 
Ontem como hoje, no caminho de uma Europa justa e solidária, o país sabe que conta com o PS.
 
Assim que possam, não deixem de visitar a exposição (Rua Santa Isabel, 82, no Porto). Vale mesmo a pena!
 
24 Abr 2021
O dia inicial
Por esta hora, há 47 anos, “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho já tinha passado nos Emissores Associados de Lisboa e isso marcava o início das operações militares para derrubar a ditadura.
Seremos eternamente devedores aos jovens capitães que arriscaram tudo para libertar Portugal e, depois, ao povo que abraçou a Revolução nas primeiras horas de um novo dia, de um novo tempo, tornando-o num irreversível processo de transformação radical e democrática do nosso país.
 
O 25 de Abril é o dia mais bonito do ano. Ano após ano, vendo, revendo e ouvindo o que já é conhecido de outros anos, é impossível não me comover. A pandemia limita pelo segundo ano consecutivo as celebrações, mas não impede que cada um possa e deva comemorar, lembrar e partilhar os valores fundacionais de Abril.
 
À medida que se vai diluindo a memória de quem viveu a ditadura, isto é cada vez mais necessário. Por nós e por quem virá depois de nós.
 
O 25 de Abril de 1974 pôs fim a 48 anos de terror. Quando o velho “Estado Novo” caiu, Portugal era um dos países mais pobres do mundo. Estávamos no mapa da fome da ONU. Não havia Estado Social, nem SNS, nem Escola para todos, nem infra-estruturas básicas para a maioria da população. Não havia direitos laborais, salário mínimo, subsídio de Natal ou férias pagas. A mortalidade infantil era pavorosa e diminuiu 94% desde a década de 1970 até aos nossos dias. O analfabetismo era a norma. O ensino, e em especial o ensino superior, estava circunscrito às elites. O divórcio estava proibido, o planeamento familiar era inexistente e as mulheres eram tuteladas pelos maridos, numa sociedade patriarcal e machista. A guerra colonial durava há 13 anos e deixava um lastro de milhares de mortos e feridos. Em apenas uma década, mais de 1 milhão de compatriotas tinham fugido do país à procura de melhores condições de vida, vivendo muitos deles em bairros de lata nos arredores de Paris. Havia a polícia política, a censura, as prisões políticas, o “campo da morte lenta”, a corrupção endémica das elites do salazarismo e as famílias protegidas do regime, a ausência de liberdades políticas, cívicas, culturais e de imprensa.
 
Este país sem futuro, a preto e branco, cavado na tristeza, acabou a 25 de Abril de 1974. Para esse dia contribuíram os jovens capitães e todos os que resistiram à ditadura durante a “longa noite”, em particular comunistas (os mais organizados e com resistência clandestina durante toda a ditadura), socialistas, grupos de extrema-esquerda (sobretudo nos anos finais do marcelismo), velhos republicanos e, de uma forma geral, oposicionistas do amplo campo democrático que pagaram a sua ousadia com prisão, perseguição, exílio, miséria ou morte.
 
Tudo isto temos de lembrar.
 
Por tudo isto, hoje e sempre, temos também de agradecer.
 
Viva o 25 de Abril!
 
[foto: 25 de Abril de 1974, Jean-Claude Francolon; podem ser vistas aqui mais fotos a cores deste dia]
14 Mar 2021
Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores Socialistas

A convite da JS estive hoje no Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores Socialistas.

Participei num painel dedicado ao tema «O Futuro do Trabalho e Trabalhos do Futuro».

O Trabalho é a principal centralidade política de um socialista e esperam-nos muitos trabalhos, legislativos, sociais e sindicais, para recuperarmos o emprego com estabilidade e salários dignos após a pandemia.

É sempre muito bom partilhar reflexões em torno desta problemática com jovens socialistas empenhados e mobilizados para as lutas que temos pela frente.

13 Mar 2021
A Europa connosco

Foi por estes dias em 1976.

Uma cimeira decisiva para o futuro da então recém-nascida democracia portuguesa e para o papel de Portugal na Europa e no mundo, legitimando o país na cena política internacional com o apoio dos mais destacados líderes socialistas mundiais.

Sempre sob a liderança do PS e de Mário Soares, o maior estadista do século XX português.

10 Mar 2021
Conferência sobre o futuro do trabalho

O trabalho continua: participação, por videoconferência, em conferência de alto nível sobre o futuro do trabalho no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, sobre «Trabalho remoto: uma visão geral das tendências, oportunidades, desafios e riscos».

O PS está a trabalhar num projecto para densificar a legislação em torno do teletrabalho, que apresentaremos brevemente.

03 Mar 2021
Quando milhões saíram à rua

Foi há 8 anos e eu estive lá com este povo a lutar.

01 Mar 2021
Nos 35 anos da morte de Olof Palme
Olof Palme, um dos mais inspiradores líderes socialistas europeus da segunda metade do século XX, foi assassinado há 35 anos. Afirmou-se como figura cimeira da social-democracia nórdica e dirigente destacado da Internacional Socialista.
 
A Suécia expandiu o seu modelo social sob a sua liderança. Foi um símbolo da defesa do mundo do trabalho, tendo apoiado a expansão dos sindicatos na sociedade e nas empresas, ao mesmo tempo que aprovou legislação laboral não neutral, claramente favorável aos trabalhadores e à influência operária na gestão das empresas. Promoveu um Estado Social forte, tornando-o num exemplo que quase todo o mundo, e em especial a Europa, quis acompanhar.
 
Foi desalinhado em tempos de Guerra Fria, anti-colonialista, crítico feroz do apartheid e financiador do ANC de Nelson Mandela (que o Reino Unido considerava “terrorista”), apoiante declarado de movimentos de libertação e anti-imperialistas (foi o primeiro chefe de Governo ocidental a visitar Cuba após a Revolução, discursando em Santiago para elogiar os revolucionários da Sierra Maestra), mas crítico também, naturalmente, da União Soviética, da invasão da Checoslováquia e do Afeganistão. Opôs-se várias vezes à política externa norte-americana. Condenou a guerra do Vietname e congelou as relações diplomáticas com os EUA após bombardeamentos em Hanói.
 
Acumulou inimigos ao longo de uma vida dedicada aos valores do progresso e da igualdade, tendo sido baleado a 28 de Fevereiro de 1986 no centro de Estocolmo.
 
Tantos anos depois, continua uma inspiração para gerações de socialistas e no “meu” corredor na Assembleia da República, onde estão gabinetes de vários deputados do PS, temo-lo em destaque com uma frase sobre a visão do mundo pela qual lutamos diariamente, que aqui deixo um pouco mais completa: “For us, democracy is a question of human dignity. And these rights are not reserved for a select group within society, they are the rights of all people. This includes the political liberties, the right to freely express our views, the right to criticize and to influence opinion. It embraces the right to health and work, to education and social security.”